sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

E lá se vai.

Post de final de ano é a cereja no topo do bolo dos clichês, mas faz algum sentido, caso contrário ninguém seria adepto a esse tipo de coisa e como adoro clichês, esse texto de final de ano vou ter que usar a comparação com o ano de 2009, aquele que começou a definir quem eu sou, e que parece tão distante agora (muito além de 12 meses).
Esse ano pude comemorar um ano sem intrigas, fruto de um amadurecimento passado e mas não foi um ano fácil, depois de parar de brigar com o mundo inteiro, tive que começar a brigar comigo mesma, derrubar ideias, preconceitos, medos e inseguranças,  parece que o sofrimento e a dor foram maiores nessa guerra do que nas anteriores.
No entanto o mais difícil desse ano foi ter que encarar a perda completa de alguém que eu amo, tão difícil que esse fardo vou levar para o ano que vem, pois ainda não consegui me conformar, a teimosia fala bem mais alto e eu ainda não aprendi a perder.
Falando em aprender, esse ano foi mais intenso na definição de valores do que os anteriores, me aproximei da minha família e aprendi a valorizar o forte laço que se tem quando o sangue é o "mesmo". Minha família foi quem mais ajudou a superar todos os meus problemas, foi meu braço direito e muitas vezes o cérebro, já que o meu não é lá grande coisa !
Meus amigos foram um porto para toda a solidão que eu sentia, acho fascinante o fato de que quanto mais velha eu fico, menos amigos eu tenho, e quanto menos amigos tenho, maior a lealdade e o amor que sinto e recebo deles, foi maravilhoso passar o ano com tanta gente legal e conhecer tanta gente boa de verdade.
E pra finalizar esse ano, comemoro o fim de um ciclo de 10 anos...Escola finalmente acabou (êêêê!), mas isso me assusta um pouco, não saber o que vem na frente mata qualquer um, mas acho que basta, saber o que eu tenho pro mês que vem, segunda fase da fuvest....UHUUUL!
Acho que é isso que tenho pro ano que vem por enquanto, segunda fase, nova casa, nova vida e se nada der certo, novo país.
Feliz 2011.

domingo, 14 de novembro de 2010

Doladodecá.

Tu mudas o corte de cabelo um dia antes pra eu te notar, mudas as roupas, os gestos e tenta me desprezar pra ver meus lábios se contorcerem num bico e perguntar o que te fiz desta vez, com a minha voz mais doce, meus olhos nos teus e as mãos sobre as tuas, mas eu continuo a negar e dizer a mim mesmo que esta luta não é tua, é minha, a última parte que se recupera daquele coração dilacerado pelo tempo e a indiferença de outrora.
Longas conversas de madrugada, regadas de café e de confissões de uma garota quase apaixonada ficarão na memória, mas em certos pontos da vida, tu e eu temos que escolher o que somos: As encharcadas memórias de amantes errados ou os brilhantes sorrisos de viventes alegrados.
Não tenhas pressa e não te esqueças, do lado de cá sempre terá alguém, em qualquer momento, pra qualquer coisa, eu sou alguém que vai te pedir pra respirar quando nada mais te acalmar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Refletindo.

E então eu me pergunto: O que você pode fazer por si mesma agora?
Não é como se eu não fosse acostumada com a solidão, a ausência de namoros sérios ou verdadeiros fez eu me tornar independente e ignorar certas coisas, esta ausência está justificada na seleção que faço de meus pretendentes, além de atraentes, não podem ser fáceis, nem burros, e quando eu digo que não pode ser fácil, acho que eu me limito ao mais complicado, ao mais intangível.
E novamente me vejo andando neste muro que divide os sentimentos de indiferença e paixão, independência e dependência, diversão e segurança...O problema é não poder pular por estar repentinamente limitada, em uma confusão de pensamentos, olhares e sorrisos que me impedem de ver a verdade.
Estes fatores me levam a resposta mais insatisfatória de todas para a minha pergunta inicial, o que posso fazer por mim mesma, é apostar na sorte, no destino e na ordem natural das coisas...Bom, e talvez em um visual um pouco melhor nas sextas-feiras.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Revanche I

Não quero falar de mudanças, amor e paixonites, baaah isso é tudo muito chato, muito normal e atualmente, tem muita competição pra mim! Quero falar desses meus amigos que me deixam sem palavras, cada dia com eles é um dia a mais nos positivos de minha lista.
Estar com eles é como reconstruir a vida aos poucos depois de um grande baque, ou é exatamente isso, só sei que este estar é maior do que tudo, mesmo que seja apenas durante uma tarde para uma depilação, ou um pouco de minha sexta-feira pra bater papo, escandalizar com a maldade dos outros e estourar bexigas.
Amigos, não somem nunca.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

psicolove

A vida seria mais fácil para mim, se eu tomasse o caminho que meu analista diz ser o melhor, mas eu não conheço o gosto da desistência, eu preciso dessa luta incansável, desse alguém insubstituível e é isso que me impede de acordar em um 19 de setembro vazio e ser feliz - A falta algo.
Se os meios para chegar fossem fáceis, eu provavelmente não tomaria parte nessa luta e se cada manhã pensando em apenas uma pessoa não existisse, talvez a vida seria natural para mim, mas eu sei que enquanto essa minha rotina obsessiva durar, eu não vou desistir, não tenho vontade e isso obstrui meu caminho para a totalidade do normal.
E se eu fizesse o que meu analista diz, eu não precisaria dele, pois não seria humana.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

(parênteses)

Sobre não conseguir escrever.

As palavras fogem, os sentimentos se neutralizam e você não consegue olhar para a tela do computador e digitar qualquer coisa que passa pela sua cabeça, pois sua cabeça está mais vazia do que a página onde o alívio deveria ser trazido.
É horrível, como se toda a substância vital se esvaísse em um muro absorvente de ideias que deveriam aparecer na frente dos seus olhos, te fazendo pensar apenas em homens bonitos, futuro, vestibular e chocolates, e as cordas surgem em suas mãos, prendendo seus dedos para não se manifestar.
Bloqueios devem ser comuns, mas descobri nesses últimos meses que comum não significa indolor, e que a pior coisa que pode acontecer com alguém é perder a capacidade de expressar seus sentimentos através de palavras.
Desejo, de coração, que você ai que está vivendo um bloqueio criativo, encontre sua válvula de escape e volte a se expressar da maneira que gosta.

Ações.


   Quando meu coração foi partido, fiquei muito tempo deitada, imóvel e sem vontade de me mexer, levou meses até eu perceber que deitada ali eu não conseguiria mudar  a triste realidade na qual vivia.
   Eu o amava, mas queria esquecer-lo para sempre, talvez voltar no tempo e tirar-lo da minha vida, cedo demais descobri que não há tal relógio mágico que nos faz voltar no tempo, e sem o antigo amado não seria quem hoje sou.
   Dada as circunstâncias, um dia me levantei (pois era inevitável) e a partir dai não tinha como me deitar de novo, até alguém me machucar mais uma vez.
   Agora vivo nessa caça de algo que eu perdi sem querer, e entrei para o campo de batalha daqueles que procuram a sua parte inversa, aquela que está perdida para uma vez completa, nunca mais se separar.
   E quando deixar de ser metade, nunca mais me deitarei.

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